
Àquela altura, o Santos precisava marcar mais três vezes em pouco mais de 60 minutos. Guiado por Madson e Paulo Henrique – Neymar não fazia boa partida –, o time de Vagner Mancini até assustou Felipe em algumas oportunidades. A maioria das chances criadas durante o período de domínio do Peixe. Anulado pela forte marcação de Domingos – então ainda um santo em campo – e Germano, Ronaldo pediu até para trocar de posição com Dentinho. O Timão cresceu com o gol e com sua torcida, extasiada e aliviada. E voltou para a segunda etapa com o mesmo ritmo.
O relógio passou sem maiores problemas. E o Timão manteve o aumentativo no apelido com o 26º título paulista, o primeiro invicto desde 1972. Muito graças a Mano Menezes, que já soma dois títulos no comando do Corinthians e, principalmente, a Ronaldo, que chegou como ídolo e hoje é muito mais do que um símbolo para a Fiel. Loucos, mas felizes, acima de tudo.
Em tempo: Ronaldo está certo em criticar a festa corintiana, ainda no gramado, que por sorte não resultou em queimaduras no corpo do capitão William.
Santos: Fábio Costa, Luizinho (Molina), Domingos, Fabiano Eller e Triguinho; Roberto Brum, Germano e Paulo Henrique (Róbson); Neymar (Maikon Leite), Kléber Pereira e Madson. Técnico: Vagner Mancini.

