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sexta-feira, 17 de abril de 2009

O que será de São Paulo e Palmeiras?

São Paulo e Palmeiras perderam seus capitães até o final do Campeonato Paulista, da Taça Libertadores e até parte do Brasileirão, principalmente o sãopaulino. O que será desses dois times sem seus capitães?

Rogério Ceni fraturou o tornozelo, e deve ficar fora por até seis meses, enquanto que Edmílson machucou o cotovelo e ficará fora por três. Rogério, além de capitão, é o grande líder do São Paulo. Na minha opinião e na de muitos, é o maior jogador da história do Tricolor Paulista, e, apesar de que não estava na melhor fase de sua carreira, fará muita falta, sem dúvida. Com ele no gol, a equipe se sente mais segura, se sente bem liderada. Rogério é querido por todos que já atuaram ao seu lado. Leandro, ex-atacante do São Paulo, por exemplo, já quer marcar um gol no Japão para poder homenagear RC.

Pelo lado do Palmeiras, Edmílson, além de capitão, é um dos jogadores mais experientes e com voz no time. Não creio que a liderança dele seja tão forte quanto a de Rogério. Acho que no Palmeiras, esse papel será sempre de Marcos (apesar deste não ter a braçadeira de capitão). Edmílson também é outro que não vinha tendo atuações espetaculares, mas estava sendo bem regular, e a sua falta será sentida no miolo da zaga.

Os dois farão muita falta aos seus times. Difícil dizer se uma possível eliminação na Libertadores teria essa como principal causa - falta de liderança. O Palmeiras está em situação mais delicada no torneio sulamericano, mas acho que Luxemburgo conseguirá dar a volta por cima com o time. O São Paulo já está classíficado, e deve ser o primeiro colocado do seu grupo. Agora, vamos pensar no mata-mata. Qual será o grau dessas ausências? No papel, os dois times têm, e de sobra, condições de dar a volta por cima. Mas o grande problema pode ser o tal do psicológico. Vamos esperar pelos próximos capítulos.

Pensando mais neste fim-de-semana, o que será de Palmeiras e São Paulo no Paulistão? Os dois perderam o jogo de ida, e precisam da vitória no fim-de-semana. Será a primeira partida dos dois sem os seus capitães. "Mas o São Paulo já jogou sem o RC no meio da semana", dirão. Sim, mas com um time de reservas, e este jogo não serve como parâmetro. O "vamos ver" mesmo é agora. Santos ou Corinthians se aproveitarão do atual momento de "choque" dos adversários? Ou São Paulo e Palmeiras se superarão, farão jus às suas melhores campanhas, e se classificarão?

Eu aposto no meio termo. Acho que a final será entre Corinthians e Palmeiras. E você, amigo? Aposta em quem?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O braço cansou?


Super-premiado, mega-artilheiro, e o maior ícone para a torcida são-paulina, Rogério Ceni alcançou mais uma marca neste domingo: o goleiro sofreu o gol milésimo gol com a camisa tricolor, o de Elias, o primeiro da vitória do Corinthians sobre o São Paulo, por 2 a 1, pelo jogo de ida das semifinais do Paulistão.

Fato histórico por si só, mas que chama a atenção sobre a fase ruim do goleiro que surgiu no Sinop, do Mato Grosso, em 1990, e fez um despretensioso teste no São Paulo para, desde então, gravar o seu nome na história do futebol.

Recentemente, Rogério falhou, com todas as letras, contra São Caetano, Defensor Sporting e Corinthians – neste último, salvo pela “trave de Gianluca Pagliuca” ou, para os mais críticos, culpado pelo gol de Cristian. Notável pela regularidade quase sempre com atuações seguras, o goleiro, em 2009, faz o caminho inverso e já mostra insegurança ainda não vista durante os quase 16 anos de Tricolor Paulista.

Apresentações extraordinárias como a do título do Mundial, diante do Liverpool, ou contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro de 2006, dificilmente sairão da memória dos torcedores. Ainda mais enquanto o time contornar qualquer erro com conquistas na já extensa sala de troféus.

Seria exigente demais cobrar gols do goleiro, que estacionou nos 83 – não marca desde 19 de outubro, no empate com o Palmeiras, no Palestra Itália, pelo segundo turno do Brasileirão. Muito menos uma postura de líder, algo que sempre foi, com ou sem a braçadeira. Se a defesa são-paulina tem o direito de se vangloriar, muito se deve a Rogério Ceni.

Embora sua principal obrigação, que é pura e simplesmente evitar os gols, não vem tendo o sucesso esperado. Depois de uma Libertadores, um Mundial, três Paulistas, três Campeonatos Brasileiros, um Rio-São Paulo... Será que o braço cansou?

Atualização, às 18h15: Rogério Ceni fratura o tornozelo e para por 4 meses. Não fui eu.