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quinta-feira, 23 de abril de 2009

O grupo que honra


O relógio marcava 29 minutos do segundo tempo quando Vandinho empurrou Jara e fez o segundo do Sport, na pulsante Ilha do Retiro. Gol que classificou o Rubro-Negro merecidamente pela primeira vez na história para as oitavas-de-final da Libertadores e, de quebra, transformou a partida entre Colo Colo e Palmeiras, em Santiago, numa verdadeira decisão.

Os chilenos, que já venceram no Palestra Itália, têm a vantagem do empate e as más atuações do desequilibrado Palmeiras a seu favor, que ainda terá de se virar sem jogadores importantes para o grupo, como Edmílson e Sandro Silva.

Vale ressaltar que atual campeã LDU ainda depende de um milagre para continuar na competição. Algo como uma goleada sobre o Sport, em casa, e um placar elástico também em Santiago, de preferência dos mandantes, que possuem um saldo a mais do que os paulsitas (5 a 4). Por sinal, algo que possa ser o diferencial num desempate contra o próprio Sport, caso não resista à altitude de Quito.

Diante de tanta previsibilidade nesta segunda fase e líderes com quase 15 pontos, o Grupo 1 honra a denominação de “Grupo da Morte”. A quarta-feira promete. Apenas mais uma de tantas épicas que virão por aí.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O que será de São Paulo e Palmeiras?

São Paulo e Palmeiras perderam seus capitães até o final do Campeonato Paulista, da Taça Libertadores e até parte do Brasileirão, principalmente o sãopaulino. O que será desses dois times sem seus capitães?

Rogério Ceni fraturou o tornozelo, e deve ficar fora por até seis meses, enquanto que Edmílson machucou o cotovelo e ficará fora por três. Rogério, além de capitão, é o grande líder do São Paulo. Na minha opinião e na de muitos, é o maior jogador da história do Tricolor Paulista, e, apesar de que não estava na melhor fase de sua carreira, fará muita falta, sem dúvida. Com ele no gol, a equipe se sente mais segura, se sente bem liderada. Rogério é querido por todos que já atuaram ao seu lado. Leandro, ex-atacante do São Paulo, por exemplo, já quer marcar um gol no Japão para poder homenagear RC.

Pelo lado do Palmeiras, Edmílson, além de capitão, é um dos jogadores mais experientes e com voz no time. Não creio que a liderança dele seja tão forte quanto a de Rogério. Acho que no Palmeiras, esse papel será sempre de Marcos (apesar deste não ter a braçadeira de capitão). Edmílson também é outro que não vinha tendo atuações espetaculares, mas estava sendo bem regular, e a sua falta será sentida no miolo da zaga.

Os dois farão muita falta aos seus times. Difícil dizer se uma possível eliminação na Libertadores teria essa como principal causa - falta de liderança. O Palmeiras está em situação mais delicada no torneio sulamericano, mas acho que Luxemburgo conseguirá dar a volta por cima com o time. O São Paulo já está classíficado, e deve ser o primeiro colocado do seu grupo. Agora, vamos pensar no mata-mata. Qual será o grau dessas ausências? No papel, os dois times têm, e de sobra, condições de dar a volta por cima. Mas o grande problema pode ser o tal do psicológico. Vamos esperar pelos próximos capítulos.

Pensando mais neste fim-de-semana, o que será de Palmeiras e São Paulo no Paulistão? Os dois perderam o jogo de ida, e precisam da vitória no fim-de-semana. Será a primeira partida dos dois sem os seus capitães. "Mas o São Paulo já jogou sem o RC no meio da semana", dirão. Sim, mas com um time de reservas, e este jogo não serve como parâmetro. O "vamos ver" mesmo é agora. Santos ou Corinthians se aproveitarão do atual momento de "choque" dos adversários? Ou São Paulo e Palmeiras se superarão, farão jus às suas melhores campanhas, e se classificarão?

Eu aposto no meio termo. Acho que a final será entre Corinthians e Palmeiras. E você, amigo? Aposta em quem?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

13 em 15


Se o Grêmio não merecia o único tropeço na Libertadores até agora – o empate em 0 a 0 contra o Universidad do Chile, no Olímpico, quando perdeu um caminhão de gols –, pode-se dizer que a vitória desta quarta sobre a própria “La U”, por 2 a 0, em Santiago, ficou de bom tamanho para a equipe do ainda (!) interino Marcelo Rospide. Ainda mais por ter carimbado, com 13 pontos em 15 disputados, a primeira colocação no Grupo 7 da Libertadores com uma rodada de antecedência.

Em campo, o Tricolor Gaúcho manteve a rotina na competição internacional: longe do brilhante, mas consistente, apesar da pressão sofrida em alguns momentos. Quem teve de trabalhar, como sempre – e bem –, foi o goleiro Victor. Léo, que por muito pouco não foi o autor da lambança do mês, abriu o placar aos 31 da primeira etapa, de cabeça. E viu Maxi Lopez ampliar, já no segundo tempo, num dos poucos contra-ataques que encaixaram.

À espera de Paulo Autuori e eliminado no estadual, o Grêmio tem um tempo precioso de treinos pela frente. Possivelmente para perceber que a defesa, mantida com os mesmos jogadores ou não, não é tão segura como a de 2008. Mas que a bela revelação Adilson pode dar mais frutos ao clube até do que Rafael Carioca. Souza e Ruy, que não jogou ontem, também têm se destacado, enquanto o ataque segue incerto.

De qualquer forma, ainda é cedo para opinar até onde o Grêmio pode chegar. De concreto, a melhor campanha da primeira fase da Libertadores. Apesar da facilidade na chave, não é pouco, não.

Em tempo: como faz camisa bonita esse time.