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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Que venha a Champions!


Até quem não entende nada de futebol, ficou empolgado com o sorteio da fase de grupos da Champions League. Logo na primeira rodada, Inter de Milão x Barcelona. Quem apostou nesta hipótese, corra porque a Mega-Sena espera por você. Eto’o x Barça. Ibrahimovic x Inter.

Falando em confronto de ex-equipes, quem apostaria que Real Madrid e Milan caíssem no mesmo grupo? Por isso que até a minha mãe (uma negação em futebol) ficou contente com o sorteio, tão inesperado. Por causa dessas duas ‘sortes’ (para nós, é claro!), o Grupo C e o F são considerados a pedra no sapato.

Grupo C: Milan, Real Madrid, Olympique de Marselha e Zurich. Não se espante, caso Leonardo fique de fora da próxima fase. Com esse futebol, até agora apresentado, é bem capaz de essa previsão ser concretizada. Real Madrid e Olympique avançam.

Grupo F: Barcelona, Inter de Milão, Dínamo de Kiev e Rubin Kazan. Os ex-soviéticos virão com tudo atrás de uma vaguinha. Quem avisa amigo é, Barça e Inter que se cuidem.

Não pense que só apenas os grupos citados acima estão equilibrados, pois repare só no Grupo A - Bayern de Munique, Juventus, Bordeaux e Maccabi Haifa. A equipe israelita é carta fora. Entretanto, qual dos três você arriscaria que não passa de fase? Pensou? Ainda tem tempo? Sim, eu também escolheria o Bayern, que há muito tempo não incomoda mais.

Também é complicado definir os classificados do Grupo E. Liverpool é certo de ir, Debrecen (quem?) é certo de voltar para casa. Agora, entre Lyon e Fiorentina, sou mais a equipe de Lucho González.

A partir de agora, é só baba. Os torcedores do Arsenal estão até agora agradecendo o presente do grupo H. Até porque, dividir grupo com AZ Alkmaar, Olympiacos e Standard de Liege é brincadeira. Dos três, o clube holandês é o candidato para subir de nível.

A outra torcida inglesa que ri à toa é o Chelsea. No grupo D, os Blues estão garantidos, porém a outra vaga será uma briga acirrada. Atlético de Madrid ou Porto? Difícil definir o vencedor! Só voto nos colchoneros, por causa da dupla Aguero-Forlán. O APOEL Nicósia completa a figuração.

Quem também fará papel de figurantes será o Sevilla, além do Stuttgart. Até porque os dois times já estão classificados, nem precisam jogar. O motivo é porque Rangers e Unirea Urziceni completam a tabela do grupo G.

Falta pouco para o pontapé. Vale lembrar que nos dias 15 e 16 de setembro será disputada a primeira rodada da competição. Estamos no aguardo, estamos à espera de muito futebol e de partidas memoráveis.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Os duelos do momento


Amanhã, no Estádio Olímpico de Roma, pela final da Liga dos Campeões, Barcelona e Manchester United se digladiarão em um confronto histórico. É, sem dúvida, “O” jogo do momento - são as duas melhores equipes do mundo. Ambas foram campeãs com folga pelas suas ligas nacionais, e têm os jogadores que mais assustam. Imagine que na próxima quarta-feira o seu time jogaria contra o Manchester ou contra o todo poderoso Barcelona. Seria sensacional, mas eu teria medo.

E além do duelo de gigantes da Europa, outro confronto particular está roubando a cena. É mais uma briga de tirar o fôlego: Cristiano Ronaldo x Messi. São os dois melhores boleiros do momento. Daria até para incluir Ibrahimovic nessa disputa, mas como a Internazionale não consegue nada fora da Itália, o sueco acaba prejudicado.

É fato que a equipe que sair vencedora do “Coliseu”, na próxima quarta, também terá, no fim do ano, o melhor jogador do mundo. Sem tirar o mérito dos outros jogadores, mas são esses que mais podem desequilibrar, apesar deles terem sumido em algumas partidas decisivas.

Vamos a alguns números: ano passado, quando o Manchester foi campeão, Cristiano Ronaldo foi o artilheiro da competição, com oito gols. Mas nesta temporada, o português está com quatro, exatamente outros quatro atrás de quem? Ele mesmo, Lionel “pulga” Messi, artilheiro isolado com oito gols. Pela Liga Espanhola, o argentino não é o goleador do torneio, mas tem 22 gols; enquanto que pela Premier League, o portuga marrento é o matador, ao lado de Anelka, do Chelsea, balançando as redes 18 vezes. Precisa dizer mais alguma coisa? Se precisa, é só ver algumas partidas dos dois e você vai entender. Fácil assim: os melhores.

Mas vamos falar também dos outros jogadores, pois nenhum grande time é formado apenas por um craque. Tanto Barça quanto Manchester entrarão desfalcados. Quem mais vai sentir é o clube catalão, que não contará com a sua dupla de laterais, Abidal e Daniel Alves, suspensos. Já os Red Devils não terão em campo Fletcher, que não é titular. Pode ser uma das coisas que vai fazer a diferença.

No gol, eu prefiro Van Der Sar a Victor Valdes. O espanhol também é de seleção, mas não passa tanta segurança, enquanto que o holandês ficou 21 jogos sem sofrer gol no atual Campeonato Inglês. Com os desfalques já citados, a zaga do Barça vai ficar bem fragilizada, ainda mais porque Puyol deve acabar deslocado para uma das laterais. Aí, o treinador Pepe Guardiola vai acabar atrasando o limitado Yaya Toure para a zaga. Enquanto isso, pelo lado vermelho, nada mais nada menos do que a melhor dupla de defensores: Vidic e Ferdinand. Na minha opinião, os melhores.

Pelo meio campo, há mais equilíbrio, mas com o Manchester ainda superior. Ainda mais porque devemos ver o não tão bom Busquets como primeiro volante do Barça. Já Iniesta e Xavi dispensam comentários. Mas o outro lado impressiona em todas as peças: Carrick (em ótima fase), Anderson (voando em campo), o “Mr. Manchester United” Ryan Giggs, e ele, Cristiano Ronaldo. Dá ou não dá medo?

No ataque, não consigo dizer quem é melhor. Eto’o, Messi, Henry (que reencontrou o bom futebol); ou Rooney e Tevez (apesar de Sir. Ferguson ainda teimar em escalar Berbatov, as vezes). Todos são craques e têm o seu nome estabelecido no futebol mundial há tempos. Não dá para dizer qual é a melhor força de frente.

É difícil apontar um favorito, porque não há. Mas pelo maior equilíbrio entre ataque e defesa, eu acho que o Manchester vai ser bi. Façam suas apostas, rufem os tambores e roam as unhas. É a final da Liga dos Campeões!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Com o futebol não se brinca

“Vai ver foram os Deuses do Futebol”, pensei, logo após o chutaço de Iniesta – o único do Barcelona que teve o endereço certo –, no ângulo de Cech, aos 47 minutos do segundo tempo. Pareceu-me ser uma explicação plausível depois de dois tempos de domínio tático do Chelsea, mais a equilibrada partida no Camp Nou. Mas com esse maravilhoso esporte não se brinca.

Mesmo com um jogador a mais durante a maior parte da etapa final, os Blues não foram capazes de vencer uma defesa àquela altura fragilizada pelos desfalques de Puyol, Rafa Marquez e Abidal, este último expulso, além da péssima partida de Daniel Alves – suspenso para a finalíssima. É válido afirmar que o dinamarquês Tom Henning prejudicou o Chelsea com ao menos dois pênaltis claros não marcados. Mas se Drogba quisesse, teríamos hoje uma revanche na final.

Essien bem que queria. Logo aos nove, acertou um chutaço, de canhota e de primeira, da entrada da área: 1 a 0. O gol deu tranqüilidade a Guus Hiddink, que pôde armar o time a seu gosto, explorando os contra-ataques. Ao contrário de Pep Guardiola que, sem Henry, adiantou Iniesta, colocou Eto’o aberto nos flancos e, apesar da genialidade do setor ofensivo e da posse de bola de 63%, viu seu time esbarrar na muralha que era a defesa adversária – Alex manteve o ótimo nível de atuações.

Sem a estrutura tática que rendeu a incrível média de 3 gols/jogo na Liga dos Campeões, o Barcelona não mudou muito para a segunda etapa. Em campo, os 11 se tornaram 10, com a expulsão de Abidal. Em postura e posicionamento, um Eto’o centralizado, um Messi fortemente marcado, e um Iniesta incisivo. Se o gol de empate teve seu merecimento contestado, não há como discutir que o herói do Barcelona teria de ser Iniesta.

Vem aí o verdadeiro tira-teima. O que todos queriam: Barcelona x Manchester United. Messi x Cristiano Ronaldo. Dia 27, no Olímpico, de Roma. O futebol agradece.

Chelsea: Cech, Bosingwa, Alex, Terry e Ashley Cole; Essien, Ballack, Anelka, Lampard e Essien; Drogba (Belletti). Técnico: Guus Hiddink.

Barcelona: Valdés, Daniel Alves, Piqué, Touré e Abidal; Busquets (Bojan), Xavi e Keita; Messi, Eto'o (Sylvinho) e Iniesta (Gudjohnsen). Técnico: Josep Guardiola.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dever de casa

Apenas um gol, marcado pelo limitado zagueiro-lateral-direito O’Shea, diferenciou o clássico inglês desta quarta-feira em relação ao insosso empate entre Barcelona e Chelsea. Duas partidas movimentadas, mas longe do nível da competição, principalmente se comparadas às quartas-de-final. Em Old Trafford, o Manchester United foi superior ao Arsenal e até merecia uma placar mais elástico, mas ficou mesmo no 1 a 0.

A equipe de Sir. Alex Ferguson adotou uma postura ofensiva desde o minuto inicial, e acabou recompensada aos 17, quando Carrick fez boa jogada já dentro da área dos Gunners e contou com um desvio em Silvestre para a bola sobrar limpa para O’Shea: 1 a 0. Mesmo com a necessidade de mudar de postura, o Arsenal esbarrava na falta de material ofensivo - qualitativo e quantitativo - diante de uma marcação eficiente dos Red Devils. Adebayor, muitas vezes isolado, e Fàbregas, o cérebro do time, não renderam o esperado, ainda que Arsène Wenger não pudesse contar com van Persie e Arshavin, este último não inscrito na melhor competição de clubes do mundo já que atuou pelo Zenit.

No fim, uma vantagem simples, como um dever de casa, de um time superior individualmente e coletivamente, mesmo sem Rooney nos seus melhores dias. Cristiano Ronaldo, que não tem a obrigação de decidir todos os jogos, esteve bem e colocou Almunia para trabalhar. Ainda mantenho os meus palpites iniciais, quase que um senso comum: Manchester United e Barcelona vão à Roma no próximo dia 27. Alguém discorda?

Manchester United: Van der Sar, O'Shea, Ferdinand (Evans), Vidic e Evra; Fletcher, Carrick e Anderson (Giggs); Cristiano Ronaldo, Tevez (Berbatov) e Rooney. Técnico: Sir. Alex Ferguson.

Arsenal: Almunia, Sagna, Touré, Silvestre e Gibbs; Song, Diaby e Fábregas; Walcott (Bendtner), Nasri e Adebayor (Eduardo da Silva). Técnico: Arsene Wenger.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Corrida rumo ao Bi

E o Manchester United passou pelo Porto. Mesmo jogando no Estádio do Dragão, contrariou os que duvidavam da sua capacidade nesta temporada, e carimbou uma vaga nas semifinais da Liga dos Campeões.

O destaque até poderia ser outro – leia-se Rooney -, mas Cristiano Ronaldo teve mais um de seus lampejos decisivos e, com uma bomba de fora da área, marcou o único gol do jogo, aos seis minutos da primeira etapa.

A partir daí, administrou a vantagem, sempre com cautela, e sem deixar de atacar. Um futebol tático inteligente e que ainda contou com a boa atuação de sua defesa. Ferdinand, que desfalcou os Red Devils no jogo de ida, e Evra, o melhor lateral-esquerdo do mundo, foram os destaques.

Do lado do Porto, a destacar a garra de todo o time, que por muito pouco não conseguiu uma prorrogação. E, embora não tenha mostrado a qualidade de uma semana atrás, em Old Trafford, deixou a certeza de que não era qualquer surpresa. Não à toa caminha para o tetracampeonato português.

PS: se Hulk não conseguiu convencer, o também brasileiro Fernando teve mais uma atuação segura. A conferir.

Porto: Hélton, Sapunaru (Tomás Costa), Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Lucho González (Mariano González) e Raul Meireles; Lisandro López, Hulk e Cristian Rodríguez (Farias). Técnico: José Gomes (substituto).

Manchester United: Van der Sar, O'Shea, Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick, Anderson (Scholes) e Giggs; Cristiano Ronaldo, Berbatov (Nani) e Rooney. Técnico: Sir. Alex Ferguson.


Mais um passo importante para os meninos de Wenger

Sem grandes surpresas, o que era esperado ocorreu. Era muito difícil para o Yellow Submarine conseguir chegar às semifinais, e os “canhões” dos Gunners trataram de afundá-lo. A situação amarela era ainda mais delicada pois seu capitão e destaque, Marcos Senna, não jogou devido à uma lesão. Outro que também fez muita falta foi Cazorla, que não chegou a jogar nem a partida de ida. Não acredito que os dois mudariam a história do confronto. Mas vale o parabéns para os espanhóis, que foram longe na competição onde, geralmente, os fracos não têm vez.

O jogo foi inteiramente dominado pelos ingleses, que não deixaram em momento nenhum dúvidas sobre a sua classificação. E o placar foi aberto de maneira majestosa. Passe de calcanhar de Van Persie e lindo toque de cobertura de Walcott.

O início do segundo tempo até foi mais para o Villareal, mas a qualidade do time fez a diferença na hora das finalizações. E não demorou muito para o Arsenal se reestruturar. Adebayor marcou o segundo, e Van Persie, cobrando pênalti, fechou a conta: 3 a 0 para os Gunners. Não entram como favoritos nas semifinais, mas os meninos de Wénger jogam, e muito, como gente grande. Ninguém duvida.

Arsenal: Fabiánski, Eboué, Kolo Touré, Silvestre e Gibbs; Walcott (Denilson), Song, Cesc Fábregas e Nasri; Van Persie (Diaby) e Adebayor (Bendtner). Técnico: Arsene Wenger.

Villareal: Diego López; Ángel, Gonzálo Rodríguez, Godín e Capdevila; Cani (Jordi), Eguren, Bruno e Mati Fernandéz; Pires; Rossi. Técnico: Manuel Pellegrini.


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A propósito, as semifinais são estas, abaixo. Vale destacar a nova presença do intruso Barcelona entre os ingleses. E dessa vez como favorito.

IDA
28/4 – Barcelona x Chelsea – 15h45m
29/4 – Manchester United x Arsenal – 15h45m

VOLTA
05/5 – Arsenal x Manchester United – 15h45m
06/5 – Chelsea x Barcelona – 15h45m

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Jogo do Ano

Simplesmente sensacional. O melhor jogo da atual Champions League, e um dos melhores da história da competição. Ficará na memória de todos os que assistiram. Principalmente dos torcedores que foram ao Stamford Bridge, sejam do Chelsea ou do Liverpool. Mais marcante ainda para os Blues, que viram o seu time classificado para as semifinais, com o placar de 4 a 4.

Os capitães das duas equipes não estiveram em campo, e fizeram muita falta. A ausência de Terry na zaga do Chelsea foi muito sentida, principalmente no primeiro tempo, quando a parte defensiva azul parecia perdida. Pelo Liverpool, nem se fala. Como Gerrard faz falta a esse time. Sua técnica, habilidade e, principalmente, a sua liderança são insubstituíveis. Mas fica a pergunta: será que com os dois em campo a história desse jogo seria tão magnífica? Passo.

Logo no início da partida, o Liverpool fez questão de mostrar que não estava morto. Pressionou, Fernando Torres perdeu um gol que não costuma perder, e os Reds abriram o placar em uma falta cobrada com inteligência por Fábio Aurélio. Logo em seguida, Xabi Alonso ampliou de pênalti, botando ainda mais fogo no jogo. Aliás, pênalti bem marcado. Pois agarrões na área são normais, mas não da maneira que este foi.

O Chelsea parecia morto, disposto a entregar um ótimo placar conquistado no jogo de ida. Mas os Blues têm Guus Riddink no banco, e o time voltou outro no segundo tempo. Os papéis se inverteram, e o Chelsea dominou. Drogba empatou em um lance bisonho de Reina. E rapidamente, Alex empatou em uma cobrança de falta violentíssima, lembrando Nelinho quando jogava pelo Cruzeiro - coincidência ou não, as duas camisas são azuis. Depois, Lampard virou o jogo em uma linda jogada do Chelsea.

Tudo resolvido? Para Rafa Benítez, que tirou Fernando Torres, sim (gravíssimo erro do treinador). Mas não para quem estava em campo. Lucas empatou, e Kuyt virou. Nossa! Que jogaço! De tirar o fôlego! O Liverpool ainda tentou, mas para fechar com chave-de-ouro, Lampard fez um golaço e fechou o caixão vermelho: 4 a 4.

Os dois treinadores começaram o jogo de um jeito e terminaram de outro. Rafa armou muito bem, mas errou feio no final; já Riddink começou apático e mudou o rumo da partida no segundo tempo. Quem pôde acompanhar este jogo sabe que o dia 14 de abril de 2009 entrou para a história da Uefa Champions League. Até agora, o Jogo do Ano.

Chelsea: Cech, Ivanovic, Ricardo Carvalho, Alex, Ashley Cole; Essien, Ballack, Lampard, Malouda; Kalou (Anelka), Drogba (Di Santo). Técnico: Guus Riddink.

Liverpool: Reina, Arbeloa (Babel), Carragher, Skrtel, Fábio Aurélio; Mascherano (Riera), Xabi Alonso, Lucas, Benayoun; Kuyt, Fernando Torres (N‘Gog). Técnico: Rafa Benítez.

Por enquanto, sem adversários

Virtualmente classificado graças à goleada no jogo de ida, o Barcelona fez o seu papel em Munique. Sem Henry, poupado, o time se limitou a tocar a bola e gastar o tempo, visivelmente com o freio-de-mão puxado.

O Bayern, já sabendo da dificuldade da tarefa, entrou em campo num ritmo só. Mas esbarrou na má fase de Luca Toni, que tem apenas 11 gols na Bundesliga. O italiano estava ora impedido, ora desperdiçando boas chances. Até que, já no segundo tempo, coube a Ribery, o craque do time, aproveitar ótimo passe de Zé Roberto, balançar na frente de Valdés e marcar um belo gol.

Nada que realmente tenha assustado o Barcelona. Tanto que, após algumas investidas com perigo – Lúcio, como sempre, salvou o Bayern em inúmeras oportunidades –, chegou ao gol de empate: uma troca linda de passes até a bola aparecer na medida para Keita. O volante não perdoou e empatou.

Futebol por futebol, a equipe de Pep Guardiola já superou o incrível time de 2005/2006, que contava com o endiabrado Ronaldinho. Resta saber se Messi, mais maduro, e companhia também irão atingir os incríveis resultados. Até a atual fase da temporada, o Barcelona ainda não encontrou adversários à altura.

Ah, para não ficar no muro, o Barcelona é favorito contra o Chelsea e qualquer time do mundo no momento.

Bayern: Butt, Lell, Lúcio, Demichelis, Lahm; Van Bommel, Ottl, Zé Roberto (Borowski), Sosa (Altintop), Ribery; Toni. Técnico: Jürgen Klinsmann.

Barcelona: Valdes, Daniel Alves, Puyol, Piqué, Abidal; Keita, Yaya Toure, Xavi, Iniesta (Hleb); Messi, Eto’o. Técnico: Pepe Guardiola.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Na conta dele


Nem Ivanovic, autor de dois importantíssimos gols, nem Drogba, que selou a vitória por 3 a 1 sobre o Liverpool, em Anfield, pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões. O cara do Chelsea se chama Guus Hiddink, técnico vencedor, sem medo, e que mudou a cara do time após a saída de Felipão.

Nesta quarta, até começou atrás do placar – Torres marcou para o Liverpool e deu a impressão de que os Reds iriam se impor dentro de casa. Só que Rafa Benítez não contava com a marcação individual de Essien em Gerrard, cérebro do time. Drogba e Lampard, no entanto, fizeram péssimas partidas. O que só prova que os resultados recentes do Chelsea devem ser creditados ao conjunto. Guus Hiddink e sua companhia já colocaram as duas mãos na vaga. Falta só levantar, na próxima terça, em Stamford Bridge.

PS: Fábio Aurélio e Lucas não fizeram jus aos pedidos de convocação para a seleção brasileira. E foram merecidamente substituídos por Rafa Benítez – embora o espanhol tenha trocado seis por meia dúzia, o que também explica o péssimo rendimento do time no segundo tempo. Alex, no entanto, já assumiu a vaga de titular no lugar do consagrado Ricardo Carvalho, mas foi ignorado por Dunga no último mês. Que coisa, hein?

The show man

O Barcelona é o show man da Liga dos Campeões. O que já estava provado e não era novidade, foi apenas ratificado nesta quarta, no Camp Nou. Em menos de 45 minutos, o time da Catalunha fez 4 a 0 (Messi, duas vezes, Eto’o e Henry), e abriu ainda mais a cicatriz do Bayern de Munique. Sem Lucio, que também não atuou na goleada sofrida para o Wolfsburg, restou aos bávaros se contentarem com a eliminação, ainda que precoce, para o melhor time da Liga.

É bem possível que o monopólio dos ingleses tenham um fim nesta temporada. O Barcelona, com o melhor trio ofensivo do mundo, já fez sua parte. Por sinal, Cristiano Ronaldo só atrapalhou o Manchester United na terça. Enquanto Messi decidiu mais uma vez. Alguém tem alguma dúvida sobre quem é o atual melhor do mundo?

terça-feira, 7 de abril de 2009

Surpresa agradável

Victor Canedo

Manchester United 2 x 2 Porto (Rooney e Tevez; Cristian Rodríguez e Mariano Gonzalez)

A forma recente do Manchester United poderia até não sugerir uma vitória avassaladora, mas é inegável que o empate com o Porto, em Old Trafford, foi surpreendente. Mais ainda pelos dois gols marcados pela equipe de Jesualdo Ferreira, que agora tem ótima vantagem para a partida de volta, na próxima quarta, quando pode empatar em 0 a 0 ou 1 a 1 para avançar às semifinais da Liga dos Campeões.

Enfraquecido sem a presença de Ferdinand, os Red Devils sofreram um bocado durante o primeiro tempo, principalmente quando o brasileiro Hulk caía pelo lado de O’Shea e Evans. E foi dali que saiu o primeiro gol, com o uruguaio Cristian Rodríguez. Sem merecer, o Manchester United até virou o placar, com Rooney – em falha incrível de Bruno Alves – e Tevez, aos 40 do segundo tempo. Mas o gol de Mariano Gonzalez, também no fim de jogo, soou como o mais justo.

Enquanto sonha com a dobradinha na Premier League e na Liga dos Campeões, Sir. Alex Ferguson pode acabar o ano em branco. E ver um outro time de vermelho brilhar...

Manchester United: Van der Sar, O'Shea, Vidic, Evans (Gary Neville)e Evra; Fletcher, Carrick e Scholes (Tevez); Cristiano Ronaldo, Rooney e Park (Giggs). Técnico: Alex Ferguson.

Porto: Helton, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Lucho González e Raúl Meireles (Tomas Costa); Cristian Rodríguez (Mariano González), Hulk e Lisandro López. Técnico: Jesualdo Ferreira.

Guilherme Maniaudet

Villarreal 1 x 1 Arsenal (Marcos Senna; Adebayor)

O Villarreal bem que tentou aprontar hoje para o desfalcado Arsenal, que ainda perdeu dois de seus principais jogadores por lesão na primeira etapa: Almunia e Gallas. O “Yellow Submarine” dominou o primeiro tempo de cabo a rabo. Marcos Senna abriu o placar com um golaço. Do outro lado, os Gunners estavam apáticos. Adebayor não conseguia fazer milagre isolado no ataque, Clichy não apoiava e nem defendia, Walcott se escondia e Fabregas tentava, mas nada conseguia - e ainda tinham os sustos que Djourou dava na zaga. Fim de primeiro tempo, os ingleses totalmente dominados e duas alterações já feitas. O que fazer, Arsène Wenger?

Não sei o que o técnico francês falou para os seus jogadores no vestiário, mas sei que o Arsenal voltou outro time. Com vontade de atacar, marcando bem e pressionando - como um time inglês deve ser. Já Manuel Pellegrini mexeu mal no seu time que ia bem. Adebayor conseguiu o empate com um golaço e o jogo terminou em 1 a 1. Resultado merecido.

No jogo de volta, os Gunners estarão mais fortes, principalmente com a volta de Van Persie. E Manuel Pellegrini vai ter se arrependido de mexer no time quando não precisava. Se o Villa passar, é zebra, e das grandes.

Villarreal: Diego López, Godín, Gonzalo Rodríguez, Ángel López, Capdevilla; Marcos Senna, Eguren, Ibagaza (Franco), Cani (Mati Fernandez); Giuseppe Rossi, Llorente (Pires). Técnico: Manuel Pellegrini.

Arsenal: Almunia (Fabianski), Sagna, Touré, Gallas (Djourou), Clichy; Song, Fábregas, Denilson, Walcott (Eboue); Nasri, Adebayor. Técnico: Arsène Wenger.