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sábado, 29 de agosto de 2009

Sábado recheado


Criei o hábito de toda sexta-feira separar parte do meu dia e planejar o fim de semana em frente à TV. Torço, obviamente, para que os melhores jogos estejam longe das manhãs que me causam mau humor. Mas meu sono foi abençoado neste sábado e acabei premiado com dois grandiosos clássicos.

O primeiro, Manchester United 2 x 1 Arsenal, não fugiu muito à regra. Futebol veloz, dinâmico, e um jogo que não parava. Mesmo em Old Trafford e sem Fabregas, os Gunners criaram as melhores oportunidades e até mereciam um resultado melhor não fosse o azar de Diaby. O que comprova que os Red Devils estão ainda alguns patamares abaixo – em matéria de futebol e elenco – do time tricampeão inglês. Não viu nada? Clique aqui.

O segundo e último, Internazionale 4 x 0 Milan, goleada impiedosa de um time que mostrou estar pronto para os desafios em um outro dependente dos lampejos de um jogador difícil de depositar esperanças. Se Sneijder pegou a camisa 10 e teve atuação brilhante junto a Diego Milito, Ronaldinho continuou reclamando muito e fazendo pouco. Triste como os Rossoneri, em lento processo de renovação. Leonardo entrou numa barca furada, e pelo visto Thiago Silva também. Haja gols de Pato, o melhor rubro-negro em campo, para que consigam uma mísera vaga na Liga dos Campeões. Muito pouco para o gigante que é o Milan.

É cedo para avaliar? Talvez, mas não há dinheiro que caia do céu para cobrir tantas apostas erradas. Quem ri à toa é José Mourinho, com toda a justiça. Clique aqui para ver o massacre.

Ah, graças ao capitalismo da SKY, não pude assistir Real Madrid 3 x 2 Deportivo La Coruña, com boa atuação de Kaká. Acredito que os merengues se encontrem, mas o favorito sempre foi e ainda é o Barcelona.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pitacos sobre a Premier League


Não há como negar que um Cristiano Ronaldo faça enorme diferença de qualidade. Mas a Premier League pode se dar ao luxo de perder o português para o futebol espanhol que continuará sendo a liga número 1. Em organização e nível de futebol jogado. A primeira rodada da temporada 2009/2010 finalmente (que saudade!) aconteceu neste fim-de-semana. E já merece alguns pitacos.

- O bloco dos 4 realmente ganhou a inclusão do Manchester City, que precisa antes definir o time titular e esquema tático. Robinho não tem vaga nos meus 11, embora tenha moral além da conta com Mark Hughes. Mas, numa possível queda de braço com Shaun Wright Phillips, creio que sairá atrás.

- A goleada do Arsenal é surpreendente mais pela baixa expectativa sobre o elenco do que qualquer outra coisa. Os Gunners costumam criar falsas esperanças durante o primeiro turno. Foi assim em 2007/2008, com Hleb, Flamini e Rosicky desequilibrando, quando fizeram 44 pontos nas 19 primeiras rodadas. Agora, contam com um Denílson mais amadurecido e um Arshavin durante toda a temporada. Pouco para quando o time precisar de elenco, apesar do alto nível técnico de seus titulares. Meu palpite? Briga pela última vaga na Liga dos Campeões.

- No melhor estilo Ancelotti, o Chelsea estreou com vitória, digamos, eficiente. Os Blues mantiveram a base e ainda trouxeram o ótimo canhoto Zhirkov. Apesar da perda considerável de outro russo na área técnica, é a minha aposta para ficar com o caneco.

- Federico Macheda mostrou ser muito promissor e decisivo quando o Manchester United precisou de um “extra” para conquistar o tricampeonato. Mas não deve substituir Tevez ou Cristiano Ronaldo à altura. Rooney e Berbatov continuam formando uma dupla muito acima da média. Owen me lembra do gol espetacular na Copa de 1998. Palpite? Briga até o fim pela força de seu elenco e amadurecimento dos “Silvas”. Mas dessa vez perde.

- O Liverpool luta contra um jejum de incríveis 19 anos. É muita pressão acumulada, embora não seja esse o motivo para que não confie muito nos Reds. Xabi Alonso pode ser bem substituído por Aquilani ou até mesmo Lucas. Mas a estreia diante do Tottenham não foi tão promissora assim. E o Campeonato Inglês não permite tantos vacilos como no Brasileirão. Uma dica para Benitez: foque na Champions. Ainda mais com a fama, que costuma fazer valer, de copeiro.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Os duelos do momento


Amanhã, no Estádio Olímpico de Roma, pela final da Liga dos Campeões, Barcelona e Manchester United se digladiarão em um confronto histórico. É, sem dúvida, “O” jogo do momento - são as duas melhores equipes do mundo. Ambas foram campeãs com folga pelas suas ligas nacionais, e têm os jogadores que mais assustam. Imagine que na próxima quarta-feira o seu time jogaria contra o Manchester ou contra o todo poderoso Barcelona. Seria sensacional, mas eu teria medo.

E além do duelo de gigantes da Europa, outro confronto particular está roubando a cena. É mais uma briga de tirar o fôlego: Cristiano Ronaldo x Messi. São os dois melhores boleiros do momento. Daria até para incluir Ibrahimovic nessa disputa, mas como a Internazionale não consegue nada fora da Itália, o sueco acaba prejudicado.

É fato que a equipe que sair vencedora do “Coliseu”, na próxima quarta, também terá, no fim do ano, o melhor jogador do mundo. Sem tirar o mérito dos outros jogadores, mas são esses que mais podem desequilibrar, apesar deles terem sumido em algumas partidas decisivas.

Vamos a alguns números: ano passado, quando o Manchester foi campeão, Cristiano Ronaldo foi o artilheiro da competição, com oito gols. Mas nesta temporada, o português está com quatro, exatamente outros quatro atrás de quem? Ele mesmo, Lionel “pulga” Messi, artilheiro isolado com oito gols. Pela Liga Espanhola, o argentino não é o goleador do torneio, mas tem 22 gols; enquanto que pela Premier League, o portuga marrento é o matador, ao lado de Anelka, do Chelsea, balançando as redes 18 vezes. Precisa dizer mais alguma coisa? Se precisa, é só ver algumas partidas dos dois e você vai entender. Fácil assim: os melhores.

Mas vamos falar também dos outros jogadores, pois nenhum grande time é formado apenas por um craque. Tanto Barça quanto Manchester entrarão desfalcados. Quem mais vai sentir é o clube catalão, que não contará com a sua dupla de laterais, Abidal e Daniel Alves, suspensos. Já os Red Devils não terão em campo Fletcher, que não é titular. Pode ser uma das coisas que vai fazer a diferença.

No gol, eu prefiro Van Der Sar a Victor Valdes. O espanhol também é de seleção, mas não passa tanta segurança, enquanto que o holandês ficou 21 jogos sem sofrer gol no atual Campeonato Inglês. Com os desfalques já citados, a zaga do Barça vai ficar bem fragilizada, ainda mais porque Puyol deve acabar deslocado para uma das laterais. Aí, o treinador Pepe Guardiola vai acabar atrasando o limitado Yaya Toure para a zaga. Enquanto isso, pelo lado vermelho, nada mais nada menos do que a melhor dupla de defensores: Vidic e Ferdinand. Na minha opinião, os melhores.

Pelo meio campo, há mais equilíbrio, mas com o Manchester ainda superior. Ainda mais porque devemos ver o não tão bom Busquets como primeiro volante do Barça. Já Iniesta e Xavi dispensam comentários. Mas o outro lado impressiona em todas as peças: Carrick (em ótima fase), Anderson (voando em campo), o “Mr. Manchester United” Ryan Giggs, e ele, Cristiano Ronaldo. Dá ou não dá medo?

No ataque, não consigo dizer quem é melhor. Eto’o, Messi, Henry (que reencontrou o bom futebol); ou Rooney e Tevez (apesar de Sir. Ferguson ainda teimar em escalar Berbatov, as vezes). Todos são craques e têm o seu nome estabelecido no futebol mundial há tempos. Não dá para dizer qual é a melhor força de frente.

É difícil apontar um favorito, porque não há. Mas pelo maior equilíbrio entre ataque e defesa, eu acho que o Manchester vai ser bi. Façam suas apostas, rufem os tambores e roam as unhas. É a final da Liga dos Campeões!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dever de casa

Apenas um gol, marcado pelo limitado zagueiro-lateral-direito O’Shea, diferenciou o clássico inglês desta quarta-feira em relação ao insosso empate entre Barcelona e Chelsea. Duas partidas movimentadas, mas longe do nível da competição, principalmente se comparadas às quartas-de-final. Em Old Trafford, o Manchester United foi superior ao Arsenal e até merecia uma placar mais elástico, mas ficou mesmo no 1 a 0.

A equipe de Sir. Alex Ferguson adotou uma postura ofensiva desde o minuto inicial, e acabou recompensada aos 17, quando Carrick fez boa jogada já dentro da área dos Gunners e contou com um desvio em Silvestre para a bola sobrar limpa para O’Shea: 1 a 0. Mesmo com a necessidade de mudar de postura, o Arsenal esbarrava na falta de material ofensivo - qualitativo e quantitativo - diante de uma marcação eficiente dos Red Devils. Adebayor, muitas vezes isolado, e Fàbregas, o cérebro do time, não renderam o esperado, ainda que Arsène Wenger não pudesse contar com van Persie e Arshavin, este último não inscrito na melhor competição de clubes do mundo já que atuou pelo Zenit.

No fim, uma vantagem simples, como um dever de casa, de um time superior individualmente e coletivamente, mesmo sem Rooney nos seus melhores dias. Cristiano Ronaldo, que não tem a obrigação de decidir todos os jogos, esteve bem e colocou Almunia para trabalhar. Ainda mantenho os meus palpites iniciais, quase que um senso comum: Manchester United e Barcelona vão à Roma no próximo dia 27. Alguém discorda?

Manchester United: Van der Sar, O'Shea, Ferdinand (Evans), Vidic e Evra; Fletcher, Carrick e Anderson (Giggs); Cristiano Ronaldo, Tevez (Berbatov) e Rooney. Técnico: Sir. Alex Ferguson.

Arsenal: Almunia, Sagna, Touré, Silvestre e Gibbs; Song, Diaby e Fábregas; Walcott (Bendtner), Nasri e Adebayor (Eduardo da Silva). Técnico: Arsene Wenger.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Corrida rumo ao Bi

E o Manchester United passou pelo Porto. Mesmo jogando no Estádio do Dragão, contrariou os que duvidavam da sua capacidade nesta temporada, e carimbou uma vaga nas semifinais da Liga dos Campeões.

O destaque até poderia ser outro – leia-se Rooney -, mas Cristiano Ronaldo teve mais um de seus lampejos decisivos e, com uma bomba de fora da área, marcou o único gol do jogo, aos seis minutos da primeira etapa.

A partir daí, administrou a vantagem, sempre com cautela, e sem deixar de atacar. Um futebol tático inteligente e que ainda contou com a boa atuação de sua defesa. Ferdinand, que desfalcou os Red Devils no jogo de ida, e Evra, o melhor lateral-esquerdo do mundo, foram os destaques.

Do lado do Porto, a destacar a garra de todo o time, que por muito pouco não conseguiu uma prorrogação. E, embora não tenha mostrado a qualidade de uma semana atrás, em Old Trafford, deixou a certeza de que não era qualquer surpresa. Não à toa caminha para o tetracampeonato português.

PS: se Hulk não conseguiu convencer, o também brasileiro Fernando teve mais uma atuação segura. A conferir.

Porto: Hélton, Sapunaru (Tomás Costa), Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Lucho González (Mariano González) e Raul Meireles; Lisandro López, Hulk e Cristian Rodríguez (Farias). Técnico: José Gomes (substituto).

Manchester United: Van der Sar, O'Shea, Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick, Anderson (Scholes) e Giggs; Cristiano Ronaldo, Berbatov (Nani) e Rooney. Técnico: Sir. Alex Ferguson.


Mais um passo importante para os meninos de Wenger

Sem grandes surpresas, o que era esperado ocorreu. Era muito difícil para o Yellow Submarine conseguir chegar às semifinais, e os “canhões” dos Gunners trataram de afundá-lo. A situação amarela era ainda mais delicada pois seu capitão e destaque, Marcos Senna, não jogou devido à uma lesão. Outro que também fez muita falta foi Cazorla, que não chegou a jogar nem a partida de ida. Não acredito que os dois mudariam a história do confronto. Mas vale o parabéns para os espanhóis, que foram longe na competição onde, geralmente, os fracos não têm vez.

O jogo foi inteiramente dominado pelos ingleses, que não deixaram em momento nenhum dúvidas sobre a sua classificação. E o placar foi aberto de maneira majestosa. Passe de calcanhar de Van Persie e lindo toque de cobertura de Walcott.

O início do segundo tempo até foi mais para o Villareal, mas a qualidade do time fez a diferença na hora das finalizações. E não demorou muito para o Arsenal se reestruturar. Adebayor marcou o segundo, e Van Persie, cobrando pênalti, fechou a conta: 3 a 0 para os Gunners. Não entram como favoritos nas semifinais, mas os meninos de Wénger jogam, e muito, como gente grande. Ninguém duvida.

Arsenal: Fabiánski, Eboué, Kolo Touré, Silvestre e Gibbs; Walcott (Denilson), Song, Cesc Fábregas e Nasri; Van Persie (Diaby) e Adebayor (Bendtner). Técnico: Arsene Wenger.

Villareal: Diego López; Ángel, Gonzálo Rodríguez, Godín e Capdevila; Cani (Jordi), Eguren, Bruno e Mati Fernandéz; Pires; Rossi. Técnico: Manuel Pellegrini.


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A propósito, as semifinais são estas, abaixo. Vale destacar a nova presença do intruso Barcelona entre os ingleses. E dessa vez como favorito.

IDA
28/4 – Barcelona x Chelsea – 15h45m
29/4 – Manchester United x Arsenal – 15h45m

VOLTA
05/5 – Arsenal x Manchester United – 15h45m
06/5 – Chelsea x Barcelona – 15h45m

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Girando o Velho Mundo

Vamos fazer uma breve análise das principais ligas européias:

*A Bundesliga é o campeonato mais emocionante. O líder é o Wolfsburgo, de Grafite; e até o quinto colocado, Suttgart, tem chances de ser campeão. A diferença entre um e outro é de apenas seis pontos. Para uma liga que praticamente muda de líder por rodada, isto não é nada. A decepção fica por conta do Werder Bremen, de Diego, que ocupa a décima posição e está longe da zona de classificação para as competições européias.

*Pela Liga Espanhola, o Real Madrid segue na dificílima corrida rumo ao Barcelona. A diferença de líder para vice-líder é de seis pontos, faltando oito rodadas. Gostoso é ver que o time merengue não joga a toalha de jeito nenhum. O que mais empolga na La Liga é a disputa para ver quem jogará a próxima Champions League. O Sevilla, "isolado" na terceira colocação, já está garantido. A briga está entre Valência, Villareal, Atlético de Madrid, Málaga e La Coruña. Pela parte inferior da tabela, fica a torcida para a permanência do Real Bétis e do Athletic Bilbao na Primeira Divisão.

*A Premier League já tem os seus quatro classificados para a próxima Champions League - não precisa nem dizer quais são os times. A dúvida é para ver quem leva o caneco. A diferença do líder, Manchester United, para o vice-líder, Liverpool, é de apenas um ponto. Mas vale lembrar que os Red Devils têm um ponto a menos. O Chelsea, na terceira colocação, até sonha, mas as chances são remotas. As decepções ficam por conta do Newcastle e do Manchester City. O primeiro por ser de tradição e estar muito próximo do rebaixamento. E o City pelo seu mal planejamento, e o seu péssimo técnico. É um time bilionário, mas que não teve inteligência na hora das contratações.

*Já o Calcio tem o seu campeão praticamente definido. É a Internazionale do craque Ibrahimovic. São dez pontos de diferença para o segundo colocado, a Juve. Este campeonato também tem suas atenções voltadas para ver quem dissputará a próxima Champions. Duas vagas já estão certas - Inter e Juve -. De resto, são quatro equipes lutando por duas vagas: Milan, Genoa, Fiorentina e Roma. O time da capital é o pior colocado deste grupo, principalmente pelo seu péssimo início de campeonato. O Milan está quase lá, e, pela tradição, acho que o Genoa fica pelo caminho.

*E na Liga Francesa, os tempos de soberania e títulos com "n" rodadas de antecipação do Lyon acabaram. O time de Juninho ainda tem grandes chances de levar, mas nesta temporada será bem mais difícil. O atual líder é o Olympique de Marseille, e a diferença para o sexto colocado, PSG, é de cinco pontos. Difícil apostar em um ou outro candidato. Mas fica a questão sobre o maior jogador da história do Lyon, Juninho. Será que a sua última temporada no Lyonnais será sem título?

**Muita emoção em todas as Ligas. Cada uma ao seu modo, seja na disputa pelo título, por competições européias ou na luta pela permanência na divisão principal. Faça suas apostas! As retas finais estão aí!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Surpresa agradável

Victor Canedo

Manchester United 2 x 2 Porto (Rooney e Tevez; Cristian Rodríguez e Mariano Gonzalez)

A forma recente do Manchester United poderia até não sugerir uma vitória avassaladora, mas é inegável que o empate com o Porto, em Old Trafford, foi surpreendente. Mais ainda pelos dois gols marcados pela equipe de Jesualdo Ferreira, que agora tem ótima vantagem para a partida de volta, na próxima quarta, quando pode empatar em 0 a 0 ou 1 a 1 para avançar às semifinais da Liga dos Campeões.

Enfraquecido sem a presença de Ferdinand, os Red Devils sofreram um bocado durante o primeiro tempo, principalmente quando o brasileiro Hulk caía pelo lado de O’Shea e Evans. E foi dali que saiu o primeiro gol, com o uruguaio Cristian Rodríguez. Sem merecer, o Manchester United até virou o placar, com Rooney – em falha incrível de Bruno Alves – e Tevez, aos 40 do segundo tempo. Mas o gol de Mariano Gonzalez, também no fim de jogo, soou como o mais justo.

Enquanto sonha com a dobradinha na Premier League e na Liga dos Campeões, Sir. Alex Ferguson pode acabar o ano em branco. E ver um outro time de vermelho brilhar...

Manchester United: Van der Sar, O'Shea, Vidic, Evans (Gary Neville)e Evra; Fletcher, Carrick e Scholes (Tevez); Cristiano Ronaldo, Rooney e Park (Giggs). Técnico: Alex Ferguson.

Porto: Helton, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Lucho González e Raúl Meireles (Tomas Costa); Cristian Rodríguez (Mariano González), Hulk e Lisandro López. Técnico: Jesualdo Ferreira.

Guilherme Maniaudet

Villarreal 1 x 1 Arsenal (Marcos Senna; Adebayor)

O Villarreal bem que tentou aprontar hoje para o desfalcado Arsenal, que ainda perdeu dois de seus principais jogadores por lesão na primeira etapa: Almunia e Gallas. O “Yellow Submarine” dominou o primeiro tempo de cabo a rabo. Marcos Senna abriu o placar com um golaço. Do outro lado, os Gunners estavam apáticos. Adebayor não conseguia fazer milagre isolado no ataque, Clichy não apoiava e nem defendia, Walcott se escondia e Fabregas tentava, mas nada conseguia - e ainda tinham os sustos que Djourou dava na zaga. Fim de primeiro tempo, os ingleses totalmente dominados e duas alterações já feitas. O que fazer, Arsène Wenger?

Não sei o que o técnico francês falou para os seus jogadores no vestiário, mas sei que o Arsenal voltou outro time. Com vontade de atacar, marcando bem e pressionando - como um time inglês deve ser. Já Manuel Pellegrini mexeu mal no seu time que ia bem. Adebayor conseguiu o empate com um golaço e o jogo terminou em 1 a 1. Resultado merecido.

No jogo de volta, os Gunners estarão mais fortes, principalmente com a volta de Van Persie. E Manuel Pellegrini vai ter se arrependido de mexer no time quando não precisava. Se o Villa passar, é zebra, e das grandes.

Villarreal: Diego López, Godín, Gonzalo Rodríguez, Ángel López, Capdevilla; Marcos Senna, Eguren, Ibagaza (Franco), Cani (Mati Fernandez); Giuseppe Rossi, Llorente (Pires). Técnico: Manuel Pellegrini.

Arsenal: Almunia (Fabianski), Sagna, Touré, Gallas (Djourou), Clichy; Song, Fábregas, Denilson, Walcott (Eboue); Nasri, Adebayor. Técnico: Arsène Wenger.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Os cinco caras do fim de semana

A coluna ficou de fora da semana passada, mas está de volta neste domingo. Com destaque para o golaço de Grafite, que fez a dobradinha nesta seção, na vitória avassaladora sobre o Bayern de Munique. Confira os cinco melhores do fim de semana, no Brasil e no mundo.


Grafite (Wolfsburg) – dois gols na goleada de 5 a 1 contra o adversário direto Bayern de Munique pela liderança do Campeonato Alemão. Achou pouco? Clique e assista ao segundo do atacante, uma verdadeira obra-prima. Seleção para ele? Acho que a fila ainda não andou o suficiente.


Macheda (Manchester United) – pressionado pela vitória do Liverpool no sábado, o Manchester United virou para cima do Aston Villa, em Old Trafford, também no finzinho. Cristiano Ronaldo fez dois, mas o que colocou os Red Devils novamente na liderança e com a vantagem de ter um jogo a menos foi o golaço de Federico Macheda, jovem italiano de apenas 17 anos.


Kleber Pereira (Santos) – tudo bem que a Ponte Preta deu uma verdadeira mãozinha, mas o artilheiro, que já havia desencantado na quinta, deixou dois – fora da Vila Belmiro! - e classificou o Santos para as semifinais do Campeonato Paulista.


Índio (Internacional) – o homem Gre-Nal aprontou mais uma das suas. E fez o gol que eliminou o rival do Gaúchão, o quinto nos clássicos, além de derrubar Celso Roth. A festa do centenário Internacional é merecida.


Kléber (Cruzeiro) – mais um hattrick em sua conta. E o Cruzeiro, ainda invicto no ano, fez 7 a 2 no pobre Tupi. O gladiador chegou aos 9 no Campeonato Mineiro, e encostou em Diego Tardelli, que tem 11.

sábado, 21 de março de 2009

Desequilíbrio nos Red Devils. E o inverso na tabela

Apesar de ainda ter um jogo a menos na tabela de classificação da Premier League, o Manchester United dá sinais de que não terminará uma temporada de forma incontestável, como foi em 2007/2008. Neste sábado, contra o Fulham, os Red Devils acumularam sua segunda derrota consecutiva, fato inédito na temporada – vinha de uma série de 16 jogos de invencibilidade antes da goleada sofrida para o Liverpool.

Em campo, Scholes, com toda a sua experiência, inexplicavelmente pôs a mão na bola: expulsão, pênalti e gol de Murphy. Os donos da casa ainda ampliaram no fim, com Gera, antes de Rooney se irritar e também levar o cartão vermelho. O próximo adversário é o cascudo Aston Villa, em Old Trafford. Mas antes, terá de torcer contra o Liverpool diante do próprio time de Martin O’Neill. Uma vitória de Gerrard, Torres e companhia e a diferença ficará apenas em um ponto. Ah se o Chelsea não perde o clássico para o Tottenham...