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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

É a Liga das Estrelas?


Fazia tempo que o La Liga não criava tamanha expectativa como agora. Isso porque os dois últimos vencedores do ‘Melhor Jogador do Mundo da FIFA’ – e até o futuro ganhador do prêmio – participam do campeonato. As meteóricas contratações também fazem parte da mesma liga. Tudo leva a crer que de fato, o Campeonato Espanhol recuperou o prestígio de ‘A Liga das Estrelas’.

Estrelas porque só o Barcelona e o Real Madrid chutaram a crise mundial para escanteio e juntos gastaram 358 milhões de euros. Cifras que contrastam com o mercado atual e com o restante das 18 equipes que compõem o campeonato.

Talvez esta seja a maior crítica, porque Real e Barça monopolizaram e criaram um campeonato bipolar. No mercado de apostas, a cotação dos merengues e dos culés está em disparada. É até estranho, mas Sevilla, Atlético, Valencia e Villarreal são ‘apenas’ candidatos a Champions, porém prontos para incomodar os ‘grandes favoritos’.

O Sr. dos Títulos da temporada está preparado para continuar no reinado. O troca-troca entre Eto’o e Ibrahimovic parece fazer bem aos catalães. No quesito técnica e bola na rede, creio que o sueco cairá como luva nesse ataque fulminante, junto com Messi e Henry. A posição mais carente foi bem reforçada, não há como negar que a contratação de Maxwell foi certeira. Outro ponto em destaque é a zaga, com a chegada do ucraniano Chygrynskiy. Além do retorno de Henrique, que estava emprestado ao Bayer Leverkusen. A ausência desta temporada (se é que podemos dizer), é a saída de Hleb para o Stuttgart, pouco aproveitado - até porque com Xavi e Iniesta de titulares, seria difícil encontrar espaço.

Realizar o sonho de todo torcedor. A política adotada por Florentino Perez foi causar impacto na concorrência. Por isso, reformulação total. O esquadrão holandês de outras temporadas cedeu espaço a uma nova constelação. Sneijder (Inter de Milão), Huntelaar (Milan) e Robben (Bayern) deixaram o clube pela porta dos fundos, enquanto que pelo tapete vermelho, Kaká, Benzema e Cristiano Ronaldo chegaram com outro status. Porém, só para deixar o torcedor - aquele nacionalista - mais satisfeito, Florentino atendeu o pedido. Mais espanhóis no time. Xabi Alonso, Arbeloa e Albiol chegaram para finalmente acabar com a peneira que era a zaga merengue. No comando, o competente Manuel Pellegrini deverá ter jogo de cintura para chefiar a tropa estrelar.

Sem contar com Real e Barça, o Sevilla foi a equipe que mais gastou no mercado. Dezessete milhões de euros para contratar o atacante Álvaro Negredo - revelação da temporada passada, ao atuar no Almería -, que não teria espaço no Real Madrid neste ano. Florentino que não é bobo, ao perceber o potencial dele, terá opção de compra nos primeiros dois anos de contrato. Luis Fabiano e Kanouté que se cuidem, pois Negredo é candidato a roubar o posto de titular.

O ponto chave do Atlético de Madrid foi a continuação da dupla Aguero-Forlán. Se quiser buscar vôos mais altos, sem dúvida nenhuma essa foi a melhor opção. Não podemos esquecer da contratação do herdeiro de Casillas na Seleção Espanhola. Sergio Asenjo, que salvou o Valladolid do rebaixamento, é o camisa 1 absoluto, até porque Coupet e Leo Franco foram vendidos. Outra boa contratação é a chegada a custo zero do experiente zagueiro Juanito, ex-Bétis.

O Valencia adotou a mesma estratégia do Atlético. Apesar do assédio de outros clubes, David Silva e David Villa ficaram. Porém, o cofre do Valencia precisa ser abastecido. Por conta disso, dez jogadores vendidos e cinco cedidos. Destaques para o goleiro Renan (cedido ao Xerez); Morientes (vendido ao Olympique); e ao já citado Albiol (vendido ao Real Madrid).

Por último, o Villarreal, que na temporada passada teve o ataque como ponto fraco, reforçou-se com o talentoso Nilmar. Os jogadores da Seleção da Fúria, Santi Cazorla e Marcos Senna, seguem na equipe. Não podemos esquecer do Espanyol, ao apostar no japonês Nakamura, ex-Celtic.

O La Liga 09/10 está pronto para começar! No sábado destaque para os jogos de Deportivo x Real Madrid, às 15h. No domingo, Atlético x Málaga, às 12h e Sevilla x Valencia, às 14h. Na segunda, Sporting x Barcelona, às 17h. Agora, nos dias 28 de novembro e 10 de abril marque na agenda que você terá compromisso. Prepare-se, pois será dia de clássico. O primeiro jogo será no Camp Nou e o seguinte, no Santiago Bernabéu.

Bom Campeonato Espanhol para todos!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Os duelos do momento


Amanhã, no Estádio Olímpico de Roma, pela final da Liga dos Campeões, Barcelona e Manchester United se digladiarão em um confronto histórico. É, sem dúvida, “O” jogo do momento - são as duas melhores equipes do mundo. Ambas foram campeãs com folga pelas suas ligas nacionais, e têm os jogadores que mais assustam. Imagine que na próxima quarta-feira o seu time jogaria contra o Manchester ou contra o todo poderoso Barcelona. Seria sensacional, mas eu teria medo.

E além do duelo de gigantes da Europa, outro confronto particular está roubando a cena. É mais uma briga de tirar o fôlego: Cristiano Ronaldo x Messi. São os dois melhores boleiros do momento. Daria até para incluir Ibrahimovic nessa disputa, mas como a Internazionale não consegue nada fora da Itália, o sueco acaba prejudicado.

É fato que a equipe que sair vencedora do “Coliseu”, na próxima quarta, também terá, no fim do ano, o melhor jogador do mundo. Sem tirar o mérito dos outros jogadores, mas são esses que mais podem desequilibrar, apesar deles terem sumido em algumas partidas decisivas.

Vamos a alguns números: ano passado, quando o Manchester foi campeão, Cristiano Ronaldo foi o artilheiro da competição, com oito gols. Mas nesta temporada, o português está com quatro, exatamente outros quatro atrás de quem? Ele mesmo, Lionel “pulga” Messi, artilheiro isolado com oito gols. Pela Liga Espanhola, o argentino não é o goleador do torneio, mas tem 22 gols; enquanto que pela Premier League, o portuga marrento é o matador, ao lado de Anelka, do Chelsea, balançando as redes 18 vezes. Precisa dizer mais alguma coisa? Se precisa, é só ver algumas partidas dos dois e você vai entender. Fácil assim: os melhores.

Mas vamos falar também dos outros jogadores, pois nenhum grande time é formado apenas por um craque. Tanto Barça quanto Manchester entrarão desfalcados. Quem mais vai sentir é o clube catalão, que não contará com a sua dupla de laterais, Abidal e Daniel Alves, suspensos. Já os Red Devils não terão em campo Fletcher, que não é titular. Pode ser uma das coisas que vai fazer a diferença.

No gol, eu prefiro Van Der Sar a Victor Valdes. O espanhol também é de seleção, mas não passa tanta segurança, enquanto que o holandês ficou 21 jogos sem sofrer gol no atual Campeonato Inglês. Com os desfalques já citados, a zaga do Barça vai ficar bem fragilizada, ainda mais porque Puyol deve acabar deslocado para uma das laterais. Aí, o treinador Pepe Guardiola vai acabar atrasando o limitado Yaya Toure para a zaga. Enquanto isso, pelo lado vermelho, nada mais nada menos do que a melhor dupla de defensores: Vidic e Ferdinand. Na minha opinião, os melhores.

Pelo meio campo, há mais equilíbrio, mas com o Manchester ainda superior. Ainda mais porque devemos ver o não tão bom Busquets como primeiro volante do Barça. Já Iniesta e Xavi dispensam comentários. Mas o outro lado impressiona em todas as peças: Carrick (em ótima fase), Anderson (voando em campo), o “Mr. Manchester United” Ryan Giggs, e ele, Cristiano Ronaldo. Dá ou não dá medo?

No ataque, não consigo dizer quem é melhor. Eto’o, Messi, Henry (que reencontrou o bom futebol); ou Rooney e Tevez (apesar de Sir. Ferguson ainda teimar em escalar Berbatov, as vezes). Todos são craques e têm o seu nome estabelecido no futebol mundial há tempos. Não dá para dizer qual é a melhor força de frente.

É difícil apontar um favorito, porque não há. Mas pelo maior equilíbrio entre ataque e defesa, eu acho que o Manchester vai ser bi. Façam suas apostas, rufem os tambores e roam as unhas. É a final da Liga dos Campeões!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Com o futebol não se brinca

“Vai ver foram os Deuses do Futebol”, pensei, logo após o chutaço de Iniesta – o único do Barcelona que teve o endereço certo –, no ângulo de Cech, aos 47 minutos do segundo tempo. Pareceu-me ser uma explicação plausível depois de dois tempos de domínio tático do Chelsea, mais a equilibrada partida no Camp Nou. Mas com esse maravilhoso esporte não se brinca.

Mesmo com um jogador a mais durante a maior parte da etapa final, os Blues não foram capazes de vencer uma defesa àquela altura fragilizada pelos desfalques de Puyol, Rafa Marquez e Abidal, este último expulso, além da péssima partida de Daniel Alves – suspenso para a finalíssima. É válido afirmar que o dinamarquês Tom Henning prejudicou o Chelsea com ao menos dois pênaltis claros não marcados. Mas se Drogba quisesse, teríamos hoje uma revanche na final.

Essien bem que queria. Logo aos nove, acertou um chutaço, de canhota e de primeira, da entrada da área: 1 a 0. O gol deu tranqüilidade a Guus Hiddink, que pôde armar o time a seu gosto, explorando os contra-ataques. Ao contrário de Pep Guardiola que, sem Henry, adiantou Iniesta, colocou Eto’o aberto nos flancos e, apesar da genialidade do setor ofensivo e da posse de bola de 63%, viu seu time esbarrar na muralha que era a defesa adversária – Alex manteve o ótimo nível de atuações.

Sem a estrutura tática que rendeu a incrível média de 3 gols/jogo na Liga dos Campeões, o Barcelona não mudou muito para a segunda etapa. Em campo, os 11 se tornaram 10, com a expulsão de Abidal. Em postura e posicionamento, um Eto’o centralizado, um Messi fortemente marcado, e um Iniesta incisivo. Se o gol de empate teve seu merecimento contestado, não há como discutir que o herói do Barcelona teria de ser Iniesta.

Vem aí o verdadeiro tira-teima. O que todos queriam: Barcelona x Manchester United. Messi x Cristiano Ronaldo. Dia 27, no Olímpico, de Roma. O futebol agradece.

Chelsea: Cech, Bosingwa, Alex, Terry e Ashley Cole; Essien, Ballack, Anelka, Lampard e Essien; Drogba (Belletti). Técnico: Guus Hiddink.

Barcelona: Valdés, Daniel Alves, Piqué, Touré e Abidal; Busquets (Bojan), Xavi e Keita; Messi, Eto'o (Sylvinho) e Iniesta (Gudjohnsen). Técnico: Josep Guardiola.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O Barcelona que fala “tchê”


Fundado em dezembro de 2000 e traduzido de forma literal, o Barcelona Futebol Clube, do Rio de Janeiro, é uma réplica de seu homônimo, inclusive no uniforme. Embora não possua um décimo da representatividade do gigante espanhol e que, muito provavelmente, precisaria de algumas décadas de glórias para poder ser comparado aos Culés. Estética à parte, é um pouco abaixo no mapa, mais precisamente em Porto Alegre, onde reside a maior esperança de gols na temporada, tal qual a máquina azul-grená: trata-se do Sport Club Internacional.

É bem verdade que o Colorado disputou, até então no ano, apenas o Campeonato Gaúcho – vencido de forma brilhante e invicta – e as duas primeiras fases da Copa do Brasil. De adversários que disputarão a Série A, apenas o Grêmio está incluso na lista de vítimas da equipe do técnico Tite, que não terá de encarar o Chelsea nas duas próximas semanas pelas semifinais da Liga dos Campeões, por exemplo.

O que mais me despertou a atenção, no entanto, é a média superior a três gols/jogo em toda a temporada: 3,04, contra “apenas” 2,69 gols/jogo do Barcelona. Muito, claro, graças ao poderoso trio Nilmar-Taison-Alecsandro, este último reserva, responsáveis por 46 dos 76 gols colorados na temporada – como exemplo da grandiosidade dos números, Corinthians e Santos, finalistas do Paulista, somam 73. Todos regidos pelo maestro D’Alessandro, que definitivamente reencontrou o seu futebol no Beira-Rio. Ainda que com Riquelme, uma convocação para a seleção de Maradona seria apenas o reconhecimento de um trabalho genial e eficiente.

Outro ponto positivo é o equilíbrio tão preservado por Tite em suas coletivas. Se o ataque tem beirado a perfeição, a defesa mantém uma média de 0,64 gols sofridos por jogo (16 em 25 partidas), enquanto o Barcelona, com praticamente o dobro de partidas, possuí média de 0,80 (42 em 52 jogos). Quando se fala em aproveitamento, então, a vantagem do Inter é ainda maior: 88% dos pontos conquistados, contra 80,1% do outro lado do mundo.

Diferentemente de 2007, o Colorado conta também a seu favor opções no banco de reservas que o deixam como favorito à qualquer competição no ano. Sorondo, Marcelo Cordeiro, Rosinei, Andrézinho, Giuliano, Alecsandro e Walter teriam vaga em alguns clubes da Primeira Divisão em 2009.

É notório que os estaduais, todos inchados, pouco contribuem à competitividade. Assim como o Campeonato Paulista possuí times de melhor qualidade em relação ao Gaúcho. Mas, no futebol jogado, não são muitos os times que têm o privilégio de serem comparados ao Barcelona de Xavi, Iniesta, Messi, Henry e Eto’o. O Internacional é um deles – eu diria o único das Américas.

Os adjetivos ficam por conta de vocês.

Em tempo: se o Inter levou a melhor em 2006 com Elder Granja, Rubens Cardoso e Wellington Monteiro, por que não venceria num hipotético confronto em 2009? A propósito, o Barcelona é muito mais time, mas nada impede que o feito seja repetido.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Girando o Velho Mundo

Vamos fazer uma breve análise das principais ligas européias:

*A Bundesliga é o campeonato mais emocionante. O líder é o Wolfsburgo, de Grafite; e até o quinto colocado, Suttgart, tem chances de ser campeão. A diferença entre um e outro é de apenas seis pontos. Para uma liga que praticamente muda de líder por rodada, isto não é nada. A decepção fica por conta do Werder Bremen, de Diego, que ocupa a décima posição e está longe da zona de classificação para as competições européias.

*Pela Liga Espanhola, o Real Madrid segue na dificílima corrida rumo ao Barcelona. A diferença de líder para vice-líder é de seis pontos, faltando oito rodadas. Gostoso é ver que o time merengue não joga a toalha de jeito nenhum. O que mais empolga na La Liga é a disputa para ver quem jogará a próxima Champions League. O Sevilla, "isolado" na terceira colocação, já está garantido. A briga está entre Valência, Villareal, Atlético de Madrid, Málaga e La Coruña. Pela parte inferior da tabela, fica a torcida para a permanência do Real Bétis e do Athletic Bilbao na Primeira Divisão.

*A Premier League já tem os seus quatro classificados para a próxima Champions League - não precisa nem dizer quais são os times. A dúvida é para ver quem leva o caneco. A diferença do líder, Manchester United, para o vice-líder, Liverpool, é de apenas um ponto. Mas vale lembrar que os Red Devils têm um ponto a menos. O Chelsea, na terceira colocação, até sonha, mas as chances são remotas. As decepções ficam por conta do Newcastle e do Manchester City. O primeiro por ser de tradição e estar muito próximo do rebaixamento. E o City pelo seu mal planejamento, e o seu péssimo técnico. É um time bilionário, mas que não teve inteligência na hora das contratações.

*Já o Calcio tem o seu campeão praticamente definido. É a Internazionale do craque Ibrahimovic. São dez pontos de diferença para o segundo colocado, a Juve. Este campeonato também tem suas atenções voltadas para ver quem dissputará a próxima Champions. Duas vagas já estão certas - Inter e Juve -. De resto, são quatro equipes lutando por duas vagas: Milan, Genoa, Fiorentina e Roma. O time da capital é o pior colocado deste grupo, principalmente pelo seu péssimo início de campeonato. O Milan está quase lá, e, pela tradição, acho que o Genoa fica pelo caminho.

*E na Liga Francesa, os tempos de soberania e títulos com "n" rodadas de antecipação do Lyon acabaram. O time de Juninho ainda tem grandes chances de levar, mas nesta temporada será bem mais difícil. O atual líder é o Olympique de Marseille, e a diferença para o sexto colocado, PSG, é de cinco pontos. Difícil apostar em um ou outro candidato. Mas fica a questão sobre o maior jogador da história do Lyon, Juninho. Será que a sua última temporada no Lyonnais será sem título?

**Muita emoção em todas as Ligas. Cada uma ao seu modo, seja na disputa pelo título, por competições européias ou na luta pela permanência na divisão principal. Faça suas apostas! As retas finais estão aí!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Na conta dele


Nem Ivanovic, autor de dois importantíssimos gols, nem Drogba, que selou a vitória por 3 a 1 sobre o Liverpool, em Anfield, pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões. O cara do Chelsea se chama Guus Hiddink, técnico vencedor, sem medo, e que mudou a cara do time após a saída de Felipão.

Nesta quarta, até começou atrás do placar – Torres marcou para o Liverpool e deu a impressão de que os Reds iriam se impor dentro de casa. Só que Rafa Benítez não contava com a marcação individual de Essien em Gerrard, cérebro do time. Drogba e Lampard, no entanto, fizeram péssimas partidas. O que só prova que os resultados recentes do Chelsea devem ser creditados ao conjunto. Guus Hiddink e sua companhia já colocaram as duas mãos na vaga. Falta só levantar, na próxima terça, em Stamford Bridge.

PS: Fábio Aurélio e Lucas não fizeram jus aos pedidos de convocação para a seleção brasileira. E foram merecidamente substituídos por Rafa Benítez – embora o espanhol tenha trocado seis por meia dúzia, o que também explica o péssimo rendimento do time no segundo tempo. Alex, no entanto, já assumiu a vaga de titular no lugar do consagrado Ricardo Carvalho, mas foi ignorado por Dunga no último mês. Que coisa, hein?

The show man

O Barcelona é o show man da Liga dos Campeões. O que já estava provado e não era novidade, foi apenas ratificado nesta quarta, no Camp Nou. Em menos de 45 minutos, o time da Catalunha fez 4 a 0 (Messi, duas vezes, Eto’o e Henry), e abriu ainda mais a cicatriz do Bayern de Munique. Sem Lucio, que também não atuou na goleada sofrida para o Wolfsburg, restou aos bávaros se contentarem com a eliminação, ainda que precoce, para o melhor time da Liga.

É bem possível que o monopólio dos ingleses tenham um fim nesta temporada. O Barcelona, com o melhor trio ofensivo do mundo, já fez sua parte. Por sinal, Cristiano Ronaldo só atrapalhou o Manchester United na terça. Enquanto Messi decidiu mais uma vez. Alguém tem alguma dúvida sobre quem é o atual melhor do mundo?

domingo, 22 de março de 2009

Os caras do fim de semana no Velho Mundo


Pouco acompanhei do futebol nacional neste fim de semana – exceção ao jogo do Fluminense e a 45 minutos do clássico entre Vasco e Flamengo. Prefiro dar pitacos sobre o futebol no velho mundo, muito valorizado e admirado por quem vos escreve, além do habitual desfile de craques. Vamos aos caras de sábado e domingo:

Ibrahimovic – Pode não ter sido decisivo contra o Manchester na UCL, mas é fato que o sueco é o motivo da Inter estar com sete pontos de vantagem para a Juve a nove rodadas do fim da Série A. Contra o Reggina, mais dois – chegou aos 19, empatando com Di Vaio – sendo um deles uma verdadeira obra prima, de cobertura. Vem mais “Pazza, Inter” por aí...

Gerrard – Que o inglês é o cara todo mundo já sabe. No domingo, mais três – dois de pênalti, diga-se – na goleada avassaladora sobre o quinto colocado Aston Villa, em Anfield. Anelka estacionou nos 15. Cristiano Ronaldo caiu de ritmo com o Manchester. E Gerrard já tem 13, quase o dobro do também excelente Fernando Torres. Alguém duvida?

Eto’o – 25 jogos e 25 gols em La Liga. A marca do camaronês só não é melhor do que a do Barcelona, que aplicou um pneu no Málaga, com dois dele – ótima a sacada do amigo Carlos Gustavo -, e chegou à média de três gols por jogo. Quem pára o Barça de Messi, Henry, Eto’o e companhia? O Bayern de Munique? O Real Madrid é que não será.

Grafite – Enfim, um brasileiro. Em ótima fase na Bundesliga, o ex-são-paulino deixou o seu na vitória por 3 a 0 sobre o Arminia Bielefeld, fora de casa. Já são 18 na temporada 2008/2009, o que o deixa ao lado do lesionado Ibsevic na tabela. Só não vou cobrar uma vaga na seleção porque estamos muito bem servidos no ataque. O Wolfsburg, com 48 pontos, segue colado no líder Hertha Berlin.

Éderson – Não é tão “o cara” assim, mas foi quem ajudou ao Lyon a recuperar a liderança perdida no sábado para o Olympique de Marseille. O brasileiro, que até faz boa temporada, marcou o primeiro na vitória por 2 a 0 sobre o Sochaux.

Quim – Numa das recentes edições da FourFourTwo, pude ler o quão importante é a rivalidade em Lisboa entre Sporting e Benfica. Neste sábado, rolou o clássico pela final da segunda edição da Taça da Liga de Portugal: melhor para os encarnados, que levantaram o caneco nos pênaltis, graças ao goleiro Quim. Ele defendeu as cobranças de Derlei, Rochemback e Helder Postiga. Mas como o que vale é a Liga Sagres (ou Campeonato Português), quem ainda ri é o Porto.