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quinta-feira, 21 de maio de 2009

A noite de Andrezinho

Aos 40 do segundo tempo, Internacional e Flamengo empatavam em 1 a 1; resultado que dava a classificação para o time carioca. Até que Tite dá a sua última cartada colocando Andrezinho no lugar de Sandro. Pouco tempo para o meia jogar, mas o suficiente para cobrar uma falta com muita categoria e fazer o gol da vitória colorada. Sem dúvida, esse foi o melhor jogo da noite e qualquer uma das equipes poderia ter saído vencedora. Mas Andrezinho, cria do Flamengo, acabou fazendo a diferença.

O primeiro tempo foi dominado pelo time Carioca. Marcava melhor (apesar de dar bem mais espaço do que deu no Maracanã), e era mais objetivo na hora de atacar. Perdeu boas chances, principalmente com Kléberson, que errou duas finalizações. Enquanto isso, o Inter cadenciava mais a partida, esperando o Flamengo errar. No final, quando parecia que o primeiro tempo terminaria zerado, Juan errou. Ele atrasa mal a bola para Aírton, Nilmar ganha na corrida e cruza para Taison abrir o placar. Mérito para o ataque veloz do Inter em uma falha de Juan.

Os papéis se inverteram no segundo tempo. O Flamengo sentiu o gol e o Inter cresceu. Perdeu boas chances, enquanto que o Fla não oferecia perigo. Até que Cuca acerta em colocar Emerson no lugar de Zé Roberto, e o atacante consegue empatar o jogo aos 30 minutos. Aí quem sentiu foi o Inter. Mas o Flamengo cometeu o pecado de só se defender e dar chutões. Ibson comete falta infantil na entrada da área, e Andrezinho, que acabara de entrar, empata. A cobrança foi boa, mas dava para o goleiro Bruno pelo menos ter pulado. Andrezinho e Guiñazu foram os caras do jogo. Mais uma vez, o volante foi um leão.

O Inter mereceu a classificação, assim como se o Flamengo passasse também seria merecedor. O Colorado confirma a boa fase e chega com muita força na semifinal. É a equipe do momento a ser batida.

Internacional: Lauro, Danilo Silva (Alecsandro), Índio, Álvaro e Kleber; Sandro (Andrezinho), Rosinei (Glaydson), Guiñazu e D’Alessandro; Taison e Nilmar. Técnico: Tite.

Flamengo: Bruno, Willians, Aírton e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Toró (Éverton Silva), Ibson, Kleberson e Juan; Zé Roberto (Emerson) (Welinton) e Obina. Técnico:Cuca.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O Barcelona que fala “tchê”


Fundado em dezembro de 2000 e traduzido de forma literal, o Barcelona Futebol Clube, do Rio de Janeiro, é uma réplica de seu homônimo, inclusive no uniforme. Embora não possua um décimo da representatividade do gigante espanhol e que, muito provavelmente, precisaria de algumas décadas de glórias para poder ser comparado aos Culés. Estética à parte, é um pouco abaixo no mapa, mais precisamente em Porto Alegre, onde reside a maior esperança de gols na temporada, tal qual a máquina azul-grená: trata-se do Sport Club Internacional.

É bem verdade que o Colorado disputou, até então no ano, apenas o Campeonato Gaúcho – vencido de forma brilhante e invicta – e as duas primeiras fases da Copa do Brasil. De adversários que disputarão a Série A, apenas o Grêmio está incluso na lista de vítimas da equipe do técnico Tite, que não terá de encarar o Chelsea nas duas próximas semanas pelas semifinais da Liga dos Campeões, por exemplo.

O que mais me despertou a atenção, no entanto, é a média superior a três gols/jogo em toda a temporada: 3,04, contra “apenas” 2,69 gols/jogo do Barcelona. Muito, claro, graças ao poderoso trio Nilmar-Taison-Alecsandro, este último reserva, responsáveis por 46 dos 76 gols colorados na temporada – como exemplo da grandiosidade dos números, Corinthians e Santos, finalistas do Paulista, somam 73. Todos regidos pelo maestro D’Alessandro, que definitivamente reencontrou o seu futebol no Beira-Rio. Ainda que com Riquelme, uma convocação para a seleção de Maradona seria apenas o reconhecimento de um trabalho genial e eficiente.

Outro ponto positivo é o equilíbrio tão preservado por Tite em suas coletivas. Se o ataque tem beirado a perfeição, a defesa mantém uma média de 0,64 gols sofridos por jogo (16 em 25 partidas), enquanto o Barcelona, com praticamente o dobro de partidas, possuí média de 0,80 (42 em 52 jogos). Quando se fala em aproveitamento, então, a vantagem do Inter é ainda maior: 88% dos pontos conquistados, contra 80,1% do outro lado do mundo.

Diferentemente de 2007, o Colorado conta também a seu favor opções no banco de reservas que o deixam como favorito à qualquer competição no ano. Sorondo, Marcelo Cordeiro, Rosinei, Andrézinho, Giuliano, Alecsandro e Walter teriam vaga em alguns clubes da Primeira Divisão em 2009.

É notório que os estaduais, todos inchados, pouco contribuem à competitividade. Assim como o Campeonato Paulista possuí times de melhor qualidade em relação ao Gaúcho. Mas, no futebol jogado, não são muitos os times que têm o privilégio de serem comparados ao Barcelona de Xavi, Iniesta, Messi, Henry e Eto’o. O Internacional é um deles – eu diria o único das Américas.

Os adjetivos ficam por conta de vocês.

Em tempo: se o Inter levou a melhor em 2006 com Elder Granja, Rubens Cardoso e Wellington Monteiro, por que não venceria num hipotético confronto em 2009? A propósito, o Barcelona é muito mais time, mas nada impede que o feito seja repetido.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Artilheiros sem grife? E daí?


De janeiro até abril, o Brasil ouviu muito falar de Washington, Kleber Pereira, Keirrison, Fred, Alex Mineiro, Nilmar, Ronaldo, Kléber... Todos atacantes consagrados e/ou acima da média no país. Mas outros dois artilheiros de estaduais chamaram ainda mais a atenção neste começo de ano. Ainda que sem grife, Taison e Diego Tardelli vêm fazendo os seus gols. E de forma decisiva.

Apontado como sucessor de Alexandre Pato pelo próprio jogador do Milan, Taison passou por um período de reafirmação no Internacional. Menos badalado do quinteto nos juniores que contava ainda com Talles Cunha, Tales, Walter e Guto, o atacante marcou 17 gols na temporada em 18 jogos como titular. Não à toa é titular indiscutível na equipe de Tite, campeã gaúcha de forma invicta. Nilmar, companheiro de ataque, marcou dois contra o Caxias e chegou aos 13 na temporada.

Diego Tardelli trilhou um caminho parecido. De promissor no São Paulo, o atacante não se firmou e foi parar no Flamengo. Na Gávea, fez gols nas finais da Taça Guanabara e na finalíssima do estadual, mas se machucou, não marcou no Brasileirão, e acabou negociado com o Atlético-MG. Em quatro meses atuando, Tardelli fez 22 gols na temporada (16 no Mineiro; 3 na Copa do Brasil e 3 no Torneio de Verão), e só um milagre o tira do topo da artilharia do estadual – Kléber, do Cruzeiro, estacionou nos 11.

Embora poucos possam ser aproveitados na seleção com freqüência, é fato que o Brasil produz cada vez mais bons atacantes. Vai ver é a geração da vez.

Confira outros atacantes menos badalados Brasil afora (alguns com certa justiça, diga-se):

Pedrão (Barueri) – 15 gols
Felipe (Goiás) – 15 gols
Rafael Moura (Atlético-PR) – 12 gols
Marcelo Ramos (Santa Cruz) – 18 gols

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Os cinco caras do fim de semana

A coluna ficou de fora da semana passada, mas está de volta neste domingo. Com destaque para o golaço de Grafite, que fez a dobradinha nesta seção, na vitória avassaladora sobre o Bayern de Munique. Confira os cinco melhores do fim de semana, no Brasil e no mundo.


Grafite (Wolfsburg) – dois gols na goleada de 5 a 1 contra o adversário direto Bayern de Munique pela liderança do Campeonato Alemão. Achou pouco? Clique e assista ao segundo do atacante, uma verdadeira obra-prima. Seleção para ele? Acho que a fila ainda não andou o suficiente.


Macheda (Manchester United) – pressionado pela vitória do Liverpool no sábado, o Manchester United virou para cima do Aston Villa, em Old Trafford, também no finzinho. Cristiano Ronaldo fez dois, mas o que colocou os Red Devils novamente na liderança e com a vantagem de ter um jogo a menos foi o golaço de Federico Macheda, jovem italiano de apenas 17 anos.


Kleber Pereira (Santos) – tudo bem que a Ponte Preta deu uma verdadeira mãozinha, mas o artilheiro, que já havia desencantado na quinta, deixou dois – fora da Vila Belmiro! - e classificou o Santos para as semifinais do Campeonato Paulista.


Índio (Internacional) – o homem Gre-Nal aprontou mais uma das suas. E fez o gol que eliminou o rival do Gaúchão, o quinto nos clássicos, além de derrubar Celso Roth. A festa do centenário Internacional é merecida.


Kléber (Cruzeiro) – mais um hattrick em sua conta. E o Cruzeiro, ainda invicto no ano, fez 7 a 2 no pobre Tupi. O gladiador chegou aos 9 no Campeonato Mineiro, e encostou em Diego Tardelli, que tem 11.

domingo, 5 de abril de 2009

Gre-Nal de titulares. Mas se fosse de reservas...

É incrível a atmosfera que toma conta de Porto Alegre em semana de Gre-Nal. Nunca presenciei ao vivo, mas admiro a rivalidade que se espalha pelo Brasil – sim, fui ao shopping neste sábado, aqui no Rio, e vi camisas de ambos os times. Muito provavelmente pelo clima de provocação e evidência quanto ao centenário do Colorado, comemorado ontem.


Assim como na final da Taça Fernando Carvalho, o clássico (número 376, com 140 vitórias para o Inter, 118 para o Grêmio e 117 empates) será disputado no Beira-Rio. Com todos os titulares, mesmo com o importante compromisso do Tricolor na terça, pela Libertadores. Afinal, se for novamente eliminado, deixará o caminho aberto para o rival fazer a festa diante dos pequenos.


No entanto, há quem possa decidir vindo também do banco. Alecsandro, Walter, Giuliano, Andrezinho, Sandro... É aí que o Internacional leva ampla vantagem. Basta ver os números. O favoritismo é do time que veste a camisa vermelha.


Reservas/misto do Grêmio: 7J/3V/1E/3D

04/02 – Veranópolis 3 x 1 Grêmio

17/02 – Grêmio 3 x 0 Brasil de Pelotas

28/02 – Grêmio 1 x 0 Veranópolis

08/03 – Santa Cruz 3 x 2 Grêmio

15/03 – Sapucaiense 0 x 2 Grêmio

22/03 – Canoas 1 x 1 Grêmio

02/04 – Caxias 4 x 0 Grêmio


Reservas/misto do Internacional: 4J/3V/1E

05/02 – Internacional 4 x 1 Canoas

11/02 – Ypiranga 0 x 0 Internacional

07/03 – Internacional 4 x 0 Veranópolis

02/04 – Internacional 3 x 0 Avenida